14 – Odù de Irètè Méjì

Simbologia de Ikín  –  Simbologia de Opele Ifá

Obá Odù pertencente à mão esquerda (no jogo de dilogun).
Ancestral deste Odù (Egún) Omo Gbelé

Oríkì

1 – Ejelembere akoré ajaré Eyelembere ladifá Ejelemere asarei fenise
Ki Ifá Aje adifa fun Òrúnmìlà. Adifa fun Òsun. Adifa fun poroyé.
2 – Bará ejelemere akore ajere oko elenire ladi bàbá elemire ewe de iki efe eniwere Ifá ala.
3 – Akala omonide ojotan omonide paoje omonide akala lobo Òrúnmìlà, babadí owo unyo
olomo odideron.

Orín – Ìrètè Méjì (Encantamento).

Òrúnmìlà bakatá mo jùbá
Òrúnmìlà bonbo bakití bonbo
Òrúnmìlà bakatá sitiliú
Elerí Ipin mo jùbá.

 

Esé (Ditados)

1 – Os tropeços de ontem são as lágrimas de hoje.
2 – Nossos ossos como nossos dentes são as últimas testemunhas dos homens na terra.
(Cultuar e lembrar sempre de nossos ancestrais).
3 – O poder e a inteligência na tem medida.

4 – O dom de comandar não é dado a todos.
5 – Se respeitares os 15 mandamentos anteriores de Ifá tem o direito de ser chamado de meu filho, por Olódùmarè.

Observações do Odù – Segredos

Este é o 14° Odù na ordem de chegada do sistema de Ifá.

É um Odù masculino, filho de Elemere Wnsá e Olomú.
Segundo os nagô, Ìrètè é conhecido também como Òjí Lete ou Orí Ate, que significa: “Irorí da Terra”.
Em yorubá o termo Ìrètè significa: “A Terra consultou o Ifá”.

Ìrètè é um signo da Terra (Ilé em yorubá e Akungba em fon), é de domínio terrestre, desta forma, tudo que está morto lhe pertence.

Sob sua égide nasceram os abcessos, os furúnculos, a varíola, a lepra e uma febre eruptiva e mortal conhecida como “Nutité”.

Este Odù não deve jamais ser mencionado na companhia de Òsé Méjì. “Bokonon ma do o” (Um adivinho jamais pronuncia este nome), o que significa dizer que os amolu gerados pelo encontro destes dois signos, não podem ser mencionados pelos seus verdadeiros nomes.

Representa a personificação de Omolu e uma das principais interdições que impõe aos seus filhos é de matarem formigas.

O Awo deste Odù tem que ser muito corajoso e necessita fazer ebó em si mesmo com muita constância, para livrar-se da influência negativa dos seus arajé.

Sempre sabem com antecedência o que lhes irá acontecer de bom ou de ruim.

Ìrètè Méjì recebeu de Olódùmarè o poder de ressuscitar os mortos, por este motivo enfrenta e insulta Ikú que nada pode fazer contra ele.

As pessoas de Ìrètè Méjì têm a protecão incondicional do Òsóòsì e de Omolu.

Este Odù recebe e distribui sobre a Terra, tudo o que se pode desejar da vida.
Dizem que tem um pé na terra e outro no mar, por isso, acredita-se que vibre com muita intensidade na beira-mar.

E um Odù muito forte, marca vida longa e assegura longevidade para seus filhos.

Suas folhasliturgicas são: Ewé ejé (sanguinária) e orípepe.
Aqui se forma o corpo astral e o perispírito.
Faz-se itutu ainda em vida.

O iyefá deste Odù leva pó da casca do coco de dendê.

Neste caminho as mulheres andam em busca de carinho.

É um signo onde amor e alegria andam lado a lado com tristeza e pranto.

Aqui Elégbára presenteou Olófin com uma coroa com dezesseis caurís, dezesseis ekódíde e dezesseis pulseiras de marfim.

O Awo deste Odù oferece um galo a Elégbára dentro de um cesto.
Neste caminho Òrúnmìlà avisa ao Awo a chegada de sua morte com dezesseis dias de antecedência.

Os filhos deste Odù são pessoas cheias de graça e doçura e, por isto, costumam ser vaidosas e suas palavras em relação aos outros costumam ser cheias de ironia e sátira.

As pessoas podem facilmente ser enganadas por eles.
São descrentes de tudo, consideram-se insubstituíveis, acham que ninguém os merece, mas sofrem muito em decorrência de seu próprio orgulho.

Gosta de viver e de vestir-se com certo luxo e vivem gabando-se e exaltando suas qualidades, achando-se superiores aos demais.

São incapazes de sacrificarem-se por quem quer que seja e só se esforçam se tiverem a certeza de obterem alguma vantagem.

Quando se sentem feridos em sua vaidade, tomam-se perigosos, sendo capazes até de matar.

Não se arrependem do que fazem nem do que dizem. Suas respostas, são como
punhais que ferem profundamente e jamais se desculpam dos erros cometidos.

É um Odù de riquezas este é seu ire, mas sempre traz contrariedades e armadilhas.

Seu osogbo provoca escassez e necessidades. Neste Odù imperam Òsun, Ògún e Nànà Buruku.

Coloca-se um pedaço de chifre de veado no ikofá.

Aqui nasceram as forças das mãos e dos dentes.

Fala Logun-edé. Foi neste caminho que Ògún ficou embrutecido e ensina porque os filhos de Ògún não interpretam Ifá.

Ensina que anteriormente todos os ogues pertenciam a Ògún.

É este o Odù que deve ser riscado atrás da porta de casa quando se sacrifica pombo para espantar aselú.

Assinala uma enfermidade nas pernas que pode ocasionar paralisia.

Quando surge numa consulta, oferece-se 16 akará a Olófin e durante 16 dias faz-se rogações e dorme-se com um gorro verde e branco.

Sacrifica-se duas codornas para Sàngó. Com os corpos, retiradas as cabeças, faz-se um pó que deve ser misturado ao sumo de folhas de romero para ser friccionado nas pernas em caso de enfermidades nestes membros. As cabeças das aves ficam no igbá de Sàngó.

Por este Odù Sàngó nasceu em Tapa, conquistou outras terras e por quatro vezes foi coroado rei.

Ensina que o primeiro a fazer Santo na Terra foi Odùduà e que Òrúnmìlà o iniciou em Ifá. Por este motivo o primeiro a levantar a tesoura e a navalha deve ser o Bàbálàwo.

Neste Odù Ògún e Òsanyìn se unem, da mesma forma que Olókun e Òsanyìn.

Assinaa que a pessoa que se consulta tem que fazer Santo ou tomar obrigação antes que decorra um ano.

Ordena que se aprenda as cantigas de Òrúnmìlà.
A pesssa tem vocação musical. Proibe que se coma galinha.

O Awo tem que colocar um pé de veado em seu Ifá.
A pessoa é incomodada por ruídos inexplicáveis em seus ouvidos, mas isto é um dom que deve ser desenvolvido.

Tem que ter cuidado com úlceras nas pomas.
Proíbe a seus filhos abrirem buracos ou cruzá-los.

A pessoa tem que preparar um dispositivo de defesa em honra de seu Òrìsà, que é feito da forma que se segue:

Pegam-se três lenços, sendo um branco, um amarelo e um azul, amarram-se uns aos outros pela pontas e deixa-se em cima do Santo, usando-se sempre que houver necessidade.

Determina que só tenha muito respeito a Ògún e à Òsun.
Se for homem deve cuidar muito bem de sua mulher e de sua filha
.
A sorte do homem aumenta na medida em que cuida do Òrìsà de sua mulher.

A mulher da sua vida é filha de Òsun.
Tem uma filha que não conhece, feita em suas andanças pela vida quando, sem saber, engravidou uma mulher.

O ponto fraco do seu organismo é o estômago.

Segurança deste Odù

Coloca-se dentro de uma cabacinha: Terra de quatro esquinas, um pouco de lama do fundo de um rio e uma pedrinha-retirada do mesmo rio. Sacrifica-se uma galinha sobre a cabacinha e coloca-se atrás da porta.

Òrìsà que falam neste Odù
Os Òrìsà que falam neste Odù são:

Òbàtàlá, Òrúnmìlà, Nànà, Obalúayé, Ikú, Òsùmàrè, Òrìsà Okó, Odùduà, Oya, Òsun, Sàngó Ilufiran, Òsanyìn, Ògún, Èsù e Egún.

Ervas deste Odù – Para Omieró (Banhos para proteção da pessoa e iniciação e
montagem de Igbá)

As ervas de Ìrètè Méjì são: Ewé ògá pupa (Folha de Combretum Racemosum, Combretaceae), Ewé ìlósùn (Folha de Pennisetum Hordeoides, Gramineae), Ewé adágbudi méta (Três folhas de Teramnus Labialis, Leguminosae Papilionoideae), Eyo èkùró kan (Uma semante de Elaeis Guineensis, Palmae (dendezeiro) e Ìyèré méta (Três folhas de Piper Capense, Piperaceae).

Ìtòn – Tradução dos versos de Ifá

Disse Ifá que pode ser que você encontre família ou irmãos que você não conhece. Você deseja fazer uma viagem ou mudar-se para o interior, caso este Odù esteja negativo, você deve morar no campo, caso esteja positivo, você deve morar na cidade.

Você teve ou poderá ter uma fratura em seus ossos, se ainda não aconteceu você deverá fazer ebó para que não venha a ter sequelas de uma fratura de osso. Se este Odù estiver negativo, a pessoa está contrariada no andamento de seus negócios.

Disse Òsun que ela já lhe tirou de problemas financeiros e ela lhe ajudará se você lhe fizer oferendas. Você tem problemas com depressão e as vezes não da a devida importância ao dom da vida, esquecendo que esse é o verdadeiro presente que Olódùmarè nos deu a todos.

Este é um Odú de responsabilidades e de comando sobre os seres humanos, seja na ciência, na política ou na economia, o qual se exige muita preparação para a pessoa em um determinado momento de sua vida. Aqui as pessoas tendem a ter uma vida muito longa, geralmente vivem mais de 80 anos. A pessoa deste Odù, no passado foi muito namorador, você sem saber pode vir a namorar filhos ou filhas, deve tomar cuidado.

A pessoa já teve três relacionamentos ou três casamentos, a última é filha de Òsun, e está é a que lhe convém e deve iniciá-la para o Òrìsà Òsun.

Tenha cuidado com seu espírito aventureiro e desafiador, para que não arrume nenhuma desavença, pois poderá correr sangue.

Se a pessoa for iniciada dentro da religião, sempre que fizer ebó deverá também fazer em sua mulher, para que assim possa estar bem e não tenha escassez de dinheiro.

A pessoa da cintura para baixo sente suas pernas moles ou dormentes. Você teve uma discussão ou uma desavença com uma pessoa gorda, essa pessoa é filha de Olókun e lhe rogou pragas. Você deve dar comida ao mar e a Olókun para que ele não permita que essas pragas se realizem.

A pessoa for filha deste Odù Méjì ou algum de seus Omo, não deve deixar de fazer oferendas à Olókun por mais de quatro anos, deve fazer todos os anos se possível.

Se a pessoa possui este Odù em seu Orí, respeite sempre o urubu, como qualquer ave que coma carniça. Se você mora no interior, deve procurar criar um filhote de urubu e lhe dar um nome que deve ser perguntado à Ifá. Esta ave se converterá em seu talismã.

Aqui existe a interdição de comer carne de veado pelos serviços que este presta à Òrúnmìlà (as patas e os chifres do veado para atefá e para marcar os Odù no Òpon), para trabalhar o positivo como o negativo dos Odù.

Para quem é filho deste Odù, Òsalá amaldiçoa o dinheiro por escravizar, destruir e arruinar a sua obra na terra e para as pessoas que tem como hábito se utilizar desse poder para comprar outras pessoas e ostentar poder que não é merecido, essas pessoas tendem a se apossar do que não lhes pertencem, pois a natureza nos foi dada como presente por nosso pai Òbàtàlá.

Apatakí

1- Se caem dezesseis búzios,
Ele levará dezesseis caramujos,
Uma galinha preta,
Um pombo preto,
E uma cabra preta.
Estes dezesseis caramujos,
Ele sacrificará à Òrìsà,
A cabra preta,
Ele sacrificará à Òrìsà,
A galinha preta e o pombo preto,
Ele sacrificará à Òrìsà.
Para que aquilo que ele veio seja bom,
Ele oferecerá trinta e dois mil búzios como sacrifício.
Destes trinta e dois mil búzios,
Aquele que jogou pegará doze mil búzios e dará ao seu mestre
Ele levará seis mil e dará à seu pai(Bàbálòrìsa), se for vivo,
levará quatro mil e seiscentos e dará à sua mãe, se for viva,
Ele levará ao seu irmão ou irmã mais velha dois mil e duzentos búzios,
Ele levará seis mil e seiscentos búzios para o pai que o gerou,
Se o pai não for mais vivo,
Deverá dar a quem estiver em seu lugar.
Ele não pode ter mais que seiscentos búzios, destes trinta e dois mil búzios.
Que é aquele que adivinhou para esta pessoa.
Uma roupa preta,
Uma roupa ligeiramente tingida,
E uma roupa branca,
É o sacrifício que esta pessoa vai oferecer,
Para que aquilo que se estragou,
Volte a ser bom.
Para que seja bom novamente.
Òrìsà é que permitirá que seja bom de novo,
Ele terá muito dendê,
Irá preparar comida e pô-la do lado de fora.
Tudo que está dentro do bode,
Ele vai cozinhar com egusi.
Não adicionará pimentas,
Não adicionará sal.
Ele o carregará para fora, na calada da noite,
e oferecerão para os anciãos.
E eles arrumarão as coisas.
Um rato gigante pertence aos anciãos,
Eles o cozinharão primeiro, no primeiro dia.
A pessoa para quem cai este Odù,
Levará os caramujos e os dará à Òrìsà,
E dará à sua própria divindade, galinha,
Por que seus olhos viram dezesseis búzios.

2 – Olófin cansado de tanto lamento e tanta injustiça de seus filhos na terra, magoado de ver sua obra depredada, ordenou aos Jagun, Èsù, Ògún, Òsóòsì, Ikú, Bàbá Osún, como Obalúayé que recolhessem todo o dinheiro da terra, tivesse a forma que fosse, e segundo iam chegando os Jagun com o dinheiro recolhido por ordem de Òrìnsánlá penduraram esse dinheiro nos galhos de um Arabá, ali colocou Èsù, o Jagun de sua confiança para vigiar, assim como Ògún e Òsóòsì, os quais cumpriam corretamente o
que lhes foi determinado. Mas Bàbá tão atarefado, estava tentando voltar a por o mundo em ordem, se esqueceu de mandar seu cozinheiro levar comida aos Jagun que cuidavam do dinheiro. Então um de seus filhos que era muito ambicioso e adepto ao poder foi ver Òrúnmìlà para saber como ele poderia voltar a ter um pouco de dinheiro sem que Òrìnsánlá soubesse e sentisse sua falta. Òrúnmìlà lhe recomendou que fizesse ebó com uma escada de dezesseis degrais, um galo, milho, inhame, ekuté, ejá e muita bebida forte como gin. Depois de que tudo fosse cozido, deveria colocar embaixo da árvore que estava o dinheiro, do lado em que nasce o sol, quando o sol estivesse se ocultando, entraria por esse lado da árvore e observaria que os guardiões que estariam com fome comeriam e beberiam do ebó.

Quando eles estivessem dormindo, ele deveria usar a escada para pegar uma das sacolas cheias de dinheiro, mas Ogbèyonù não se satisfez em pegar somente uma sacola para ele e com o facão cortou várias sacolas para levar de presente à sua família. Essas bolsas caíram do alto e se rasgaram, e o dinheiro voltou a se espalhar por todo o
mundo, mesmo sendo amaldiçoado por Òrìnsánlá. Por isso que se diz: O dinheiro não traz felicidade.

3 – Um pessoa que vivia do que caçava, quando começou a estação das secas foi até a casa de Òrúnmìlà, este lhe deu duas galinhas d’angola para que se limpasse com elas, dormisse em sua casa e no dia seguinte deveria soltá-la do telhado de sua casa, isso fez com que sua sorte melhorasse em tudo que fazia.

4 – Uma vez a morte andava matando quem se encontrasse a caminho da casa de Òrúnmìlà, porém ele havia feito ebó, sacrificou um agutan, a carne ele pregou na esquina de sua casa com uma vara bem alta e uma cabra viva. Quando a morte chegou, bateu em sua porta fingindo, Òrúnmìlà perguntou o que ela queria, a morte respondeu,
venho lhe matar, abra a porta, inesperadamente a morte investiu com os chifres do agutan que ele havia sacrificado. Com essa ação inesperada, Òrúnmìlà escapou do
alfanje da morte por ter caído de suas mãos, dessa forma ele acabou com a valentia da morte. A morte mandou que o cachorro mordesse Òrúnmìlà, e este mandou que a cabra chifrasse a morte.
A morte deu risada de Òrúnmìlà, pensando que seu cachorro chegaria antes da cabra e
morderia Òrúnmìlà, porém, quando este passou pela esquina e viu a carne pendurada, ficou pulando tentando agarrá-la e não viu passar a cabra por estar ocupado com a carne, esta dirigindo-se onde se encontrava Ikú, pegou-o de costas e lhe chifrou nas costa a altura dos rins, onde Ikú sentiu uma grande dor e teve que fugir. Dessa forma Òrúnmìlà venceu Ikú por esse caminho.

5 – Certa vez Òrúnmìlà foi recolher ervas de Onibode (floresta), porém não pagou para Òsanyìn o direito das ervas que ele necessitava, portanto Òsanyìn não lhe advertiu sobre as arapucas que os Jagun colocavam na floresta. Então Òrúnmìlà se descuidou e caiu em um buraco, nesse buraco tinha uma rede coberta por folhas secas. Caindo nesse buraco e impedido de sair começou a cantar sasanhas para Òsanyìn, o mesmo se compadeceu encaminhou por meio de magias três lindas mulheres que recolhiam
folhas medicinais e haviam pago seus direitos, estas escutaram as sasanhas que Òrúnmìlà estava cantando, seguiram o som até chegar ao buraco onde se encontrava Òrúnmìlà. Este pediu que lhe tirassem da situação que se encontrava, pois ele era o grande Òrúnmìlà e um dia elas poderia precisar dele. As mulheres conferenciaram entre si e concordaram em auxiliar Òrúnmìlà, se este as ajudasse a engravidar, então despindo-se de suas mantas, amarraram umas nas outras para fazer uma corda, desta forma tiraram Òrúnmìlà de dentro do buraco.

Òrúnmìlà encantado pela nudez daquelas três lindas mulheres, lhe deu um pó para que bebessem, as três adormeceram e quando acordaram, cada uma estava deitada em cima de sua manta, mais o grande adivinho havia ido embora.

Essas mulheres engravidaram e ensinaram a seus filhos as cantigas de sasanha, que escutaram Òrúnmìlà cantando. Uma dessas mulheres teve uma menina, a qual gostava de passear de bote no rio, mais um dia uma enxurrada muito forte a arrastou por dias para outra terra e outra nação, donde ali se costumava oferecer donzelas ao rio todos os anos, para que este não inundasse as plantações.

Então viram essa linda jovem chegando de bote, a aprisionaram e levaram ao rei, o qual chorando desconsolado, por ter que oferecer sua filha ao rio, ao chegara prisioneira, disse que ela deveria ser sacrificada, pois ela chegou pelo rio e ele a havia trazido para sacrifico. Então chamaram o sacerdote que era Òrúnmìlà, que ao chegar palácio, ouviu a jovem cantar as sasanhas que ele sempre cantava quando recolhia folhas. Curioso foi ver a jovem e lhe perguntou que era ela, ela respondeu que era filha de Òsun e se chamava poroye, Òrúnmìlà lembrando-se de quem lhe havia salvo sua vida e que essa com certeza seria sua filha, disse ao rei que o Odù de Ìrètè Mèjí dizia que não se sacrificaria mais seres humanos ao rio e sim cabras ou carneiros, pois dessa forma iria salvar sua filha, a filha do rei e de todos que habitavam a terra.

Ebó do Odù Ìrètè Méjì

3 akuko
3 eleye
3 adié (1 funfun, 1 dudu, carijó)
1 isú
1 ekú
1 ejá
1 ekó
Perguntar à Òrúnmìlà quem vai receber o ebó e onde pode ser entregue e depois de quantos dias.

 

Ebó do Odù Ìrètè Méjì

1 perna de veado
3 eleye
1 pedaço de corda
3 panos (perguntar a cor)
Perguntar à Òrúnmìlà quem vai receber o ebó e onde pode ser entregue e depois de quantos dias.

Ebó do Odù Ìrètè Méjì

Eran
Ekó
Otí
Ejá
Areia (perguntar se é de praia ou de rio, esta areia deve ser pisada pela pessoa)
Obs. Este ebó deve ser feito a noite.
Perguntar à Òrúnmìlà quem vai receber o ebó e onde pode ser entregue e depois de quantos dias.

Como assentar o Èsù do Odù de Ìrètè Méjì

Èsù Malé
Esse Èsù leva terra da raiz das sete árvores sagradas.

Orí de aves e abukó que foi ofertado à Òsalá ou Òrúnmìlà
Areia de rio
Areia de praia
32 búzios
16 Ikín
16 moedas de prata 16 Idé (quatro de cada metal)
16 otá (de cores diferentes)
1 abukó ou agutan (malhado em três cores)
1 ekódíde
1 Leke com oito contas de cada Òrìsà
Fazer um boneco do tronco de um Arabá, colocar dentro de uma cabaça, colocar ali um Yangí, rezar este Odù, colocar èfun, wají, òsun, yerosun, carvão vegetal, uma faca com o cabo de prata.

Ebó do Ègún de Ìrètè Méjì

Omo Ewi Esa
1 cabaça
1 akasá
150 moedas
150 caroços de milho
150 caroços de feijão fradinho
1 kg de arroz cru
Procedimento: Colocar tudo na cabaça, levar a pessoa em um campo, andar 150 passos sacudindo a cabaça misturando tudo lá dentro fazendo seus pedidos. Após tudo isto, arriar calmamente a cabaça no chão, destampe-a e acenda uma vela e deixe lá no tempo.

Fim da aula de Ìrètè Méjì.