quinta-feira, fevereiro 19, 2026
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Com voz potente, Jéssica Martin faz história na Beija-Flor

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No dia 18 de fevereiro, foi realizada a apuração das escolas de samba do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro, marcando mais um capítulo emocionante da maior festa popular do país. Entre as três primeiras colocadas, destacou-se novamente a Beija-Flor de Nilópolis, reafirmando sua tradição de excelência na Marquês de Sapucaí.

Após conquistar o primeiro lugar em 2025, a escola garantiu o segundo lugar em 2026, resultado que evidencia a continuidade de um trabalho consistente e dedicado. A agremiação de Nilópolis segue demonstrando força, organização e compromisso com a grandiosidade de seus desfiles.

Um dos pontos que mais chamou atenção neste ano foi o protagonismo feminino. Entre todas as escolas do Grupo Especial, a Beija-Flor foi a única a contar com uma intérprete mulher à frente do carro de som, reforçando a presença e a força das mulheres no carnaval carioca.

Com o tradicional — e carioquíssimo — grito de guerra “Alô, comunidade! Esquece”, Jéssica Martin abriu o desfile ao lado de Nino do Milênio, levando energia à avenida desde os primeiros acordes. A dupla assumiu a missão de suceder Neguinho da Beija-Flor, que por cinco décadas foi a voz oficial da escola antes de se aposentar.

Jéssica Martin assumiu o posto de intérprete principal (puxadora) com segurança e potência vocal. Com timbre marcante e presença de palco, conduziu a escola com autoridade e emoção. Durante o esquenta, antes da entrada oficial na avenida, apresentou sambas que animaram o público e reforçaram a conexão com a comunidade. Entre as canções interpretadas estiveram clássicos como “A Baiana Deu Sinal” e “Marinheiro Só”, que, embalados por seu sorriso e carisma, contagiaram a plateia.

Além de brilhar na avenida, Jéssica Martin recebeu um reconhecimento especial: conquistou o prêmio de Revelação no tradicional Estandarte de Ouro, considerado o “Oscar do samba”, honraria concedida pelos jornais O Globo e Extra aos principais destaques do Carnaval carioca

A conquista representa não apenas uma celebração pela estreia bem-sucedida de Jéssica no microfone principal, mas também um marco significativo para a representatividade feminina em um espaço que historicamente foi dominado por vozes masculinas.

A performance consolidou não apenas a força da Beija-Flor na disputa pelo título, mas também simbolizou um momento importante de renovação e representatividade no cenário do samba.

 

 

 

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