terça-feira, junho 16, 2026
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Guias na Umbanda

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As guias não são enfeites pessoais na Umbanda, faz parte do fundamento. Elas têm finalidades específicas dentro do culto.

Podemos definir que há três tipos de guias;

As de proteção: são aquelas que são feitas num determinado ritual ou consagração para a pessoa usar no dia-a-dia.

As de apadrinhamentos: é quando uma entidade solicita ou presenteia alguém, mesmo que a pessoa não seja daquela determinada entidade em específico, mas que tenha a oportunidade de carregar um pouco da força com ela. Geralmente também indica que aquela entidade passará a guiar o usuário.

As de raiz ou firmeza: são feitas apenas para iniciados, tem como fundamento indicar os guias espirituais em que aquele praticante costuma trabalhar ou se firmou.

FORMAS DE CONFECÇÃO

Em alguns locais costuma ser feitas por alguém com um certo preparo adequado, em algumas ocasiões ou dependendo das regras do terreiro, podem ser feitas até mesmo pelas próprias entidades.

As guias mais comuns são as de miçangas (feitas de plástico), porém o elemento plástico não chega ser tão forte para fluxo de energias como as que envolve mais elementos naturais possíveis, um exemplo: uma de pedras (reino mineral), uma de aço ou ferro, etc.

Além da corrente de energia, as guias atuam em volta de nossos chakras impedindo que certas energias tente atuar em nosso corpo de forma negativa.

OS BRAJÁS

Normalmente são mais utilizados por sacerdotes e sacerdotisas de Umbanda, fazem referência a hierarquia, ou seja, um iniciante ou apenas praticante pode até comprar para enfeite mas usar dentro da religião é somente para quem recebeu este cargo sacerdotal.

Inclusive a melhor dica é que não compre guias, exceto se o seu dirigente pedir ou a entidade solicitar. Quem compra e utiliza, é apenas enfeite, é necessário consagrar e prepará-la.

UMBANDA TEM FUNDAMENTO!

As guias de apadrinhamento ou de proteção são usadas para proteger seus usuários das energias negativas. Porém as de raiz ou firmeza indica com quais entidades aquele médium trabalha, e também mostra com quantos estão aptos.
Isso significa que quanto mais guias (colares) o umbandista possuir, mais guias espirituais já se encontra trabalhando. É perceptível que quanto mais guias, mais tempo ou experiência aquele umbandista costuma possuir.

As guias não podem ser usadas pelo simples desejo de querer, é necessário merecer ou cumprir com as devidas obrigações religiosa.

Não costuma ser de imediato o pedido pela entidade, depois de um certo tempo de experiência de incorporação no médium ou de trabalhos no geral é que costuma ser solicitado a guia de trabalho, ensinando-a como deve confeccionar. E antes de um médium usar, a própria entidade faz o seu cruzamento e somente depois é que o médium começa a usar a nova guia.

É bastante comum que boa parte dos praticantes receba como uma de suas primeiras guias, a de Oxalá (totalmente branca).

Se alguém usa uma vermelha e preta (de Exú/Pomba-Gira) significa que o médium já está firme na linha correspondente e trabalhando bem nela. Quando alguém usa duas guias, é indicativo que pode trabalhar com duas entidades ou em duas linhas e assim, costuma ser.

Um terreiro que de imediato alguém tem várias guias desde o primeiro dia ou tão rápido, é naturalmente estranho, ainda mais quando o terreiro vende, parece que se torna comércio e se perde o princípio da humildade e merecimento.

QUANTO MAIS GUIAS, ENVOLVE, MAIS RESPONSABILIDADE

Se um umbandista se encontra utilizando várias guias, é sinal que terá mais obrigações com diversas linhas ou entidades diferentes, tendo seus deveres de cuidados.

Na Umbanda pura, entendemos que um bom médium é aquele que mais se desenvolveu, estando aptos a trabalhar com diversas energias, porém, tem suas exceções, pois em tempos atuais que as pessoas usam a figura religiosa como status perante ao público, nem sempre a regra das contas é realmente aplicada, por isso, devemos levar em consideração apenas em terreiros sérios e que segue realmente os fundamentos.

EXISTE REGRAS!

Conforme já aprendemos, existe guias específicas para proteção, assim como pulseiras que podem ser usadas no pulso ou em volta da perna próximo ao tornozelo, mas guias usadas para trabalhos não podem ser usadas fora das funções religiosas, como por exemplo, ir para baladas, festejar em carnaval, faculdade, entre outros.

A GUIA PODE SER BANHADA!

Para limpar e energias, muitos terreiros utilizam a prática de banhá-las no amací, um banho sagrado que costuma ficar preparado de frente para o congá (altar), é utilizado para lavagens.

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