domingo, outubro 17, 2021
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Olódùnmarè

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Olodumarê (em iorubá: Olódùmarè), é muito conhecido na religião iorubá e nas afrodescendentes, ele é um ser supremo que vive no Orún (céu), tudo que existe de forma visível e invisível é a própria energia de criação do ser supremo (Àsé).

• Texto de Eduardo Henrique Costa / Universo e Cultura.

Assim como na mitologia grega existe o monte Olimpo e nele mora diversos deuses da cultura grega, temos na mitologia iorubá o Orún e nele mora diversos deuses da cultura iorubá conhecido como Orixás. Olódùnmaré ele não apenas habita no Orún, como também é o dono. No Brasil ficou bastante conhecido, principalmente na Bahia pelo nome de Olorum (Olórun), Senhor do Orum.

Significado do nome do Deus Supremo dos Orixás

Olo: expansão, longevidade e poder;
Dun: tempo e longevidade;
Má: criação dos quatro pontos cardeais do universo representados pelos quatro primeiros Odu que foram criados.
Re: estabilidade da força de realização, manter a estabilidade do que nasce, cresce, reproduz e morre.

Os Orixás

Os deuses iorubás, os Orixás (em iorubá: Òrìṣà) são divindades ligadas a natureza. Foram criados para ajudar o ser supremo na administração do mundo, por isto os povos iorubás acreditam fortemente que ninguém chega até o ser supremo, sem antes passar pelos Orixás, em especial Èsú, a divindade que é um grande porteiro da entrada nas dimensões e no Órun. Quando pronunciamos a palavra Orixá, certamente estamos nos referindo as forças da natureza, os deuses e ancestrais elementais.

No Brasil dentro sincretismo religioso a divindade Èsú foi comparado com a figura de Satanás, o que não faz o menor sentido para os povos iorubás e sendo considerado uma grande forma de desrespeito. Na religião iorubá não existe a crença em um ser que disputa almas contra o criador ou que ousa a desafiá-lo travando batalhas. O Orixá Èsú é muito fiel ao criador, sendo ele o fiscal do universo visível e invisível, além de ser mensageiro dos deuses, responsável por apurar cada um dos pedidos e ver se são dignos de serem entregues. Infelizmente uma das divindades extremamente importante no culto aos Orixás, é muito mal vista por conta da comparação com crenças de outras religiões muito posteriores a existência da cultura iorubá.

Na filosofia iorubá não existe a crença no Diabo ou Demônios, devemos lembrar que o surgimento do idioma e culto iorubá é extremamente muito mais antigo que o surgimento do hebraico, aramaico, grego e latim, que comparado ao iorubá, podemos afirmar que seriam bem mais novos.

Asé ou Àse

É uma expressão usada para cumprimentar e para abençoar. Asé é a força dinâmica da criação e antecede ao tempo, o espaço e a luz. É o poder utilizado pelo Deus criador para originalizar os universos e todas as coisas neles existentes. Sem Asé nada que vemos, temos, ou almejamos existiria, tudo estaria estagnado no nada e sem possibilidade de realização, nem Deus existiria. Tudo na vida é ocasionado ou movimentado por Asé – o poder realizador de todas as coisas. É a força vital que impulsiona toda a existência. É sede das nossas emoções, sensações e alegrias, e nada pode ser feito se essa força, em nós, estiver descompensada ou fraca, pois se trata do ânimo necessário, para realização de qualquer coisa. Daí surge à necessidade dos ritos que ativam ou recuperam o Asé, para nos manter interligados aos nossos ancestrais, e eles, a linha do tempo que remete o poder da criação.

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