segunda-feira, julho 15, 2024
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Pomba Gira Rosa Vermelha

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Esta entidade se apresenta na maioria das vezes como uma jovem, alegre, belíssima, sensual, porém muito discreta, é uma força poderosa dos grandes amantes, dos que sofrem por amor. É envolvente e muito suave, possuindo um charme incomum. Atua também no cemitério, nos cabarés e nas casas noturnas.
Embora esta Pomba Gira tenha maior ligação com o Reino das Eencruzilhadas, é muita das vezes confundida com a Pomba Gira Cigana.

Reduto: Encruzilhadas.

LENDAS

Há muitas lendas que contam sobre a Rosa Vermelha e isto é muito comum devido suas diversas reencarnações, mas contarei as duas principais.

A primeira história seria sobre uma menina, a mais nova de quatro (4) irmãos, com pele diferente de seus pais. Sempre rejeitada, passava o dia a brincar sozinha no pequeno cemitério que a família tinha no quintal. Na época, era normal que as famílias de pouco poder aquisitivo tivessem os familiares enterrados em suas terras.

A menina contava tudo sobre sua vida e passava o dia falando sozinha em uma das catatumbas, onde plantou um jardim de rosas. Quando chegava em casa, apanhava do pai por não cumprir as tarefas de casa. Ao completar 19 anos, ficou tanto tempo fora que esqueceu de cuidar das melhores vacas do rebanho do pai.

Rosa Vermelha apanhou tanto que fugiu, sendo encontrada dias depois quando sua mãe lembrou o lugar que ela mais gostava. Sentiam um forte perfume vindo da rosa, quando viram, havia a menina deitada sobre a catatumba com uma mulher de costas. Rosa estava morta e o espírito da avó, com quem ela tanto parecia, guardava então sua alma.

A outra história da Pomba Gira Rosa Vermelha gira em torno de uma mulher belíssima chamada Rúbia. Ela, que nunca podia sair sozinha sem ser acompanhada de um dos seus irmãos, um dia decidiu caminhar pela rua quando começou a ser perseguida.

O bêbado, conhecido como Felinto, a seguiu apesar de Rubia tentar despistar. Com apenas 17 anos, procurava por ajuda mas as ruas estavam deservas naquele dia. Apesar de conhecido pelas bebedeiras, Felinto nunca fez mal a ninguém.

Neste dia, no entanto, perseguiu Rubia e com mais força que a moça, ele a derrubou e tirou sua virgindade, causando uma dor profunda. No fim do ato, Rubia foi capaz de alcançar uma pedra pontiaguda e jogou na sua cabeça. Ele então a tenta matar com as mãos no seu pescoço, enquanto cai sobre seu corpo. Rúbia deu seu último suspiro e Felinto também não aguentou os ferimentos.

O espírito de Rúbia ainda vagou por vales sombrios por muito tempo, sendo que a morte de Felinto só aumentou seu sofrimento e a procura pela luz.

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